Neste começo de 2010 esperamos que o Brasil sob o comando da primeira mulher, eleita Presidente, venha buscar o aperfeiçoamento das instituições democráticas beneficiando, assim, a todos os brasileiros, especialmente os mais necessitados da população. Que a justiça social seja predominante em favor dos desvalidos. Esperamos, também, que a equipe de governo novel empossada cumpra às diretrizes estabelecidas pela senhora Dilma em seu discurso de posse perante o Congresso Nacional. Queremos mais, que o Ministro da Justiça com sua sensibilidade de advogado, respeite de forma irreprochável a cidadania, evitando as ações espetaculosas da Polícia Federal e das Estaduais. Nós brasileiros esperamos, mais ainda, que não seja permitido o abuso de autoridade por parte das autoridades, máxime do Ministério Público que, não raro, denunciam sem qualquer indício forte que possam atestar a autoria delituosa. Ao MP cumpre a função de “cujus legis” e não de órgão simplesmente acusatório. Almejamos que nossa entidade a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB siga os ensinamentos do passado e não saia de seu trilho e passe a se preocupar com as questões maiores da cidadania, sem descurar com as dificuldades que passam a advocacia e os advogados brasileiros, posto que estão sem mercado de trabalho, enfrentando o dia a dia para sobreviver. Em São Paulo, aguardamos serenamente que a OAB-SP deixe sua letargia e passe a atuar, efetivamente, em defesa dos advogados paulistas, vez que, salvo melhor juízo, ultimamente tem se atrelado ao poder público em desfavor da classe dos advogados, basta verificar a posição adotada no caso IPESP, quando ficou a favor do Governo Estadual na aprovação da lei que colocou nossa Carteira de Aposentadoria (IPESP) em extinção, e, ao depois, foi aderir ao pedido que fiz, no exercício do honroso cargo de Conselheiro Federal, de ajuizamento da ADI no Conselho Federal da OAB. A atuação da OAB-SP deixa a desejar, até porque pouco ou quase nada tem feito em favor da classe, não obstante o Sr. Presidente está no terceiro mandato. É lamentável que tal situação ocorra no seio da OAB vez que prega a alternância no Poder, sendo contrária a reeleição dos representantes da sociedade civil (prefeitos, governadores, presidente). Entretanto, permite aos seus dirigentes que se eternizem no Poder, servindo-se da máxime “faça o que digo, mas não o que faço”. Não essa situação é inaceitável, o mínimo que se espera é coerência nas posições defendidas e assumidas. Por fim, desejamos para todos os membros da comunidade paulista e especialmente aos colegas advogados e advogadas de São Paulo e do país. FELIZ 2011. Raimundo Hermes Barbosa – Presidente da FADESP- Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo.
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